Estrias e celulites

Estrias

A estria trata-se de uma afecção muito comum, sendo causa frequente de procura em consultório dermatológico. Apesar de ser considerada queixa estética pode trazer importantes consequências psicossociais. Pode refletir de alterações do tecido conjuntivo e expressar condições de doenças locais e sistêmicas.

Acomete todas as raças. Tem predominância no sexo feminino, a mama, abdome e glúteo são as áreas mais frequentes. Sua causa pode ser multifatorial, sendo as três principais relacionadas ao seu desenvolvimento:

1. Estiramento mecânico da pele - promove o rompimento do colágeno e fibras elásticas, ex: ganho de peso;

2. Alterações hormonais, ex: puberdade e gravidez;

3. Fatores genéticos.

As estrias podem ser vermelhas ou recentes onde há um processo inflamatório inicial, brancas ou antigas as quais não apresentam reações inflamatórias e hipertróficas, que fazem relevo com relação à superfície da pele, podendo ser vermelhas ou brancas.

O tratamento das estrias não é simples e apresenta resposta variável entre as pessoas. O uso de hidratação, em especial sobre as áreas mais susceptíveis contribui na prevenção de estrias. Medicações tópicas, assim como dermoabrasão, luz intensa pulsada e laser colaboram com a melhora das estrias vermelhas, já as brancas por serem mais cicatriciais necessitam de um maior estímulo de colágeno tendo o laser como a melhor alternativa terapêutica.

Celulites

Celulite é uma alteração da pele que acomete 85-98% das mulheres após a puberdade, não é considerada doença por não ser capaz de afetar a expectativa de vida ou ter risco de doenças secundárias, mas é responsável por alteração do bem estar físico, mental e social.

Está mais presente em mulheres brancas tendo a obesidade como fator agravante, porém não necessária para que haja o aparecimento da celulite. Sua causa também é multifatorial e atualmente as quatro principais teorias são:

1. Influência genética;

2. Diferença entre os sexos e sua arquitetura do tecido subcutâneo;

3. Fatores inflamatórios (fator crônico secundário à atividade hormonal do ciclo menstrual);

4. Alterações vasculares: quando o sangue não flui bem, a drenagem das toxinas fica prejudicada e isso deixa o líquido que fica entre as células mais viscosas.

As áreas do corpo mais envolvidas são região glútea, coxas, porção inferior do abdome e braços. Sua classificação vai depender do grau de gravidade e acometimento anatomoclínico.

Há uma variedade de opções terapêuticas na prática médica. O tratamento pode ser direcionado para a melhora da circulação, através de drenagens linfáticas e produtos herbais ou para a melhora do tecido conjuntivo ou ainda para alterar a expressão de fatores inflamatórios por meio da diminuição do subcutâneo.

No arsenal de tratamentos incluímos a diminuição de fatores agravantes como a perda de peso e prática de atividade física. É importante ressaltar que nenhum tratamento para celulite e flacidez funciona sem alterações nos hábitos alimentares e no modo de vida. É preciso reduzir o consumo de açúcares e gorduras além de ingerir muita água.

Entre os procedimentos destacam-se radiação infravermelha, radiofrequência, ondas de choque ou ondas acústicas e ultrassom focado. Outros procedimentos como radiofrequência invasiva, ácidos poliláctico e subcisão, apresentam boa resposta.

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Matéria Por

Dra. Doramárcia Cury

Dermatologia

CRM/SP 139.561 RQE 62733 | São José do Rio Preto

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