Atuação do nutricionista materno infantil

Atuação do nutricionista materno infantil

Cuidar da alimentação é o principal objetivo do nutricionista, visando sempre à melhora do estilo e da qualidade de vida do paciente. E essa preocupação deve ser cuidada desde a barriga da mamãe, nos primeiros sintomas da gravidez até a adolescência, período assistido pelo nutricionista materno infantil.

Aliás, mulheres que pretendem engravidar, também fazem parte desse público, e devem estar saudáveis, dentro do peso ideal e também em equilíbrio de nutrientes no organismo para que possam engravidar sem grandes problemas.

A alimentação deve ser mais saudável, visando o consumo de comida de verdade, rica em vitaminas e minerais, para que haja maior disponibilidade de nutrientes durante a gestação e a amamentação.

Isso porque durante essas fases, os sabores e aromas de alimentos consumidos constantemente pelas mães são transmitidos para os bebês através do leite materno e líquido amniótico.

Após o nascimento, o aleitamento materno deve ser exclusivo até o sexto mês de vida do bebê e deve ser oferecido em livre demanda, sempre que o bebê apresentar sinais que deseja mamar. Amamentar é muito mais do que nutrir a criança. É um processo que envolve interação entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional, além de ter implicações na saúde física e psíquica da mamãe. A amamentação pode proporcionar para o bebê uma diminuição no risco de diversas doenças como Diabetes tipo 1, tipo 2, Otite, Leucemia, Asma, Infecções Respiratórias, Dermatite, Doença Celíaca, Hipertensão, Dislipidemia entre outras.

Não há os benefícios para o bebê, mas também é importante comentar os benefícios para a mamãe. Os maiores benefícios para a mamãe são os menores riscos de cânceres de mama e de ovário. Em países desenvolvidos, a cada ano pode-se evitar cerca de 50 mil casos de câncer para cada 12 meses de amamentação. Outro estudo avaliou a relação entre a amamentação e o câncer de ovário. E descobriu que se consegue diminuir em 21% o risco para o câncer de ovário em relação às mães que não amamentaram.

Após o período de amamentação exclusiva, inicia-se a INTRODUÇÃO ALIMENTAR (IA). O bebê apresenta sinais que está pronto para receber os alimentos, como sentar sem apoio, interesse pela comida, entre outros. Durante consulta, os métodos de IA são explicados, são eles:

• BLW;

• IA participativa;

• Tradicional.

As mamães geralmente já têm em mente o tipo de método que quer utilizar durante a IA com seu filho, mas isso depende muito da criança, então não se deve criar muita expectativa, pois poderá gerar frustração e atrapalhar essa fase de apresentação dos alimentos para o bebê.

Após 1 ano de idade, a alimentação já é o principal alimento do bebê, e até os 3 anos pode acontecer um certo desinteresse na hora da alimentação, fase que se chama de “mini adolescência”. Esse período pode se estender até os 6 ou 7 anos, por isso é importante um trabalho de Educação Nutricional feito em consultório, junto com a criança, de forma interativa e lúdica, fazendo com que ela entenda a importância e a necessidade dos alimentos.

Com brincadeiras, experiências e muitas receitas, elas acabam aderindo super bem ao programa de EDUCAÇÃO NUTRICIONAL e melhoram sua alimentação em casa! Mas é importante ressaltar que o exemplo começa em casa, então mamãe e papai, fiquem atentos à rotina alimentar da casa, pois a criança é o espelho do que ela vê e é comum na prática do dia a dia! Muitas vezes é necessário ir até a casa do paciente fazer um trabalho com toda a família de Educação Nutricional, e assim proporcionar uma melhora na qualidade de vida de todos!

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Matéria Por

Fernanda Caprio

Nutricionista

CRN 32441 | Bady Bassitt

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